quarta-feira, 17 de outubro de 2018

Parceria






Fundação Patronato Lima Drummond e Justiça Federal - exitosa parceria! 

Teve início em fevereiro de 2017, impulsionada pelo Dr. Eduardo Tonetto Picarelli, Diretor do Foro da Seção judiciária do RS, à época.  Motivado pela criação, na sua gestão, da Central de Execuções Penais, o Magistrado buscou, na Fundação, novas alternativas para o cumprimento de pena no âmbito federal.
Nesse sentido, a JF passou a integrar o "PROJETO DE EXECUÇÃO E ACOMPANHAMENTO À PENA RESTRITIVA DE DIREITO: LIMITAÇÃO DE FINAL DE SEMANA.  CONSTRUINDO UM FUTURO MELHOR: INVESTINDO EM PESSOAS"   em parceria com esta Fundação, SUSEPE e o TJ/RS, garantindo, assim, vagas para apenados oriundos daquela instituição. Em contrapartida, com a anuência da Direção do Foro e do Juiz da 11° Vara, com jurisdição  na CEPPA, Roberto Schaan Ferreira,  tal parceria resultou para esta Fundação  o repasse de verbas para realização do projeto  do cercamento eletrônico e da construção de um sanitário para o público feminino no andar superior do casarão, antiga demanda das servidoras técnicas e oficineiras que exercem  suas atividades naquele espaço físico.


Conhecendo a Fundação e o projeto na prática.   

                                                                        Servidoras da Central de Execuções Penais e
                                                                                   técnicas da Justiça Federal


           

                                               19/12/2016
                               Estreitando os laços: Dr. Eduardo Tonetto Picarelli, Juiz Federal e Marli Ane Stock, Superintendente da SUSEPE



                                                                                                         Projeto realizado!








A parceria continuou rendendo bons resultados para ambas as partes, notadamente no tange à execução da pena restritiva de Direto de Prestação de Serviços à Comunidade. A partir de convênio firmado em julho de 2017, a Fundação se habilitou a fiscalizar o cumprimento da pena de prestação de serviços à comunidade de apenados oriundos da Justiça Federal, adquirindo, assim, o direito de apresentar projetos visando a ressocialização de apenados e à prevenção da reincidência. Primeiro projeto apresentado e aprovado foi a criação de uma biblioteca. Com recursos oriundos da pena pecuária, a Justiça Federal financiou a obra de adequação do espaço físico da casa antes habitada pela fundadora do Patronato Lima Drummond, MARIA TAVARES, a fim de viabilizar a implementação de mais uma proposta de reinserção social, qual seja: “Leitura e Liberdade: literatura no Patronato Lima Drummond” fruto da parceria firmada entre esta Fundação e a UNIRITTER. A conclusão da obra ocorreu em 05/09/2018, com pleno êxito, em 05/09/2018.

Dr. Roberto Ferreira Schaan, Juiz Federal da 11ª Vara, com Jurisdição na Central de Execuções Penais,
a Supervisora da Ceppa, Fabiana Slongo Coiro e o Presidente da Fundação, Dr. Nício Brasil Lacorte,
apresentando a Instituição.





Dr. Roberto Ferreira Schaan, Juiz Federal da 11ª Vara, com Jurisdição na Central de Execuções Penais,
Dra. Fabíola Dörr Caloy, Procuradora da República, Servidores da Justiça Federal Professora e Alunos da Uniritter.






Dra. Maria Lucia Médici, Vice-Presidente  da Fundação, Dra. Fabiola Dörr Caloy, Procuradora da República, Dr. Nicio Brasil Lacorte,
Presidente Fundação, servidores da JF e aluno da Uniritter..




Antes do convênio




                                                                    Depois do convênio




2200 livros doados, cadastrados e catalogados por prestador de serviço da JF.








Depois do convênio





Depois do convênio: memória da fundadora do Patronato Lima Drummond, MARIA TAVARES, preservada.


E não parou por aí. A parceria com a Justiça Federal espraiou-se da primeira para a segunda instância. A Fundação teve a honra de receber a visita da Desembargadora Federal, Salise Monteiro Sanchotene e da Juíza Federal da 22ª Vara, Cristina de Albuquerque Vieira. Inspirados pelas demandas apresentadas, a Fundação realizou no dia 25/04/2018.o evento “Execução Penal na prática, uma visão diferenciada na reinserção social.



















Sensibilizados, os servidores dos Gabinetes Criminais do TRF4 organizaram, naquele Tribunal, uma campanha que resultou em significativas doações em benefício da Fundação.







Os servidores do TRF4 foram recebidos pelo Presidente, Vice-presidente e Conselheiros da Fundação, com produtos da horta, os quais foram distribuídos entre os visitantes.
Pastas AZ

Medicamentos, termômetros, aparelhos de medir pressão

                                                                                              Kits de higiene para os internos



Cestas básicas


                                                                                                         Material de limpeza









domingo, 8 de outubro de 2017

Estrago do temporal no dia 1° de outubro no Patronato Lima Drummond

As fotos









Para ressocialização dos presos condenados



Desde 1942, a assistente social Maria Ribeiro da Silva Tavares fez uma aula do antigo “Cadeião” para ressocialização dos presos. Ela tinha os piores detentos, como “anjos” assim que ela chamava os apenados. Em 1949 fundou o Patronato Lima Drummond. Maria Tavares faleceu com 102 anos em 21 de setembro de 2014.

O que fazia com os apenados: quando eles chegavam no Patronato ela com um técnico ou sozinha, pegava os documentos de cada preso. Se eles não tinham os documentos, ela providenciava para fazerem. Depois cada preso era encaminhado a um emprego, de acordo com suas capacitações. Se não tinha nenhuma ela proporcionava cursos para certificação. Assim todos tinham que trabalhar.  
A Dona Maria era como uma mãe para os detentos, inclusive envolvia os parentes deles, para apoia-los na ressocialização e manter o contato familiar.
Até agora a Susepe não tem ainda implantado, o Princípio Individualização da Pena, mas se dependesse da Maria, desde da década de 42 ele já seria aplicado. A Lei de Execução Penal foi promulgada no Brasil em 1981, mas a Maria desde 1942 já executava em conformidade com essa lei sendo precursora nessa ação.
Segundo ela: “Não há pessoas irrecuperáveis, mas os métodos inadequados”.
Embora seja lei, conhecida de todos o sistema carcerário até agora não executa e nem levou adiante o trabalho por ela realizado.