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domingo, 8 de outubro de 2017

Para ressocialização dos presos condenados



Desde 1942, a assistente social Maria Ribeiro da Silva Tavares fez uma aula do antigo “Cadeião” para ressocialização dos presos. Ela tinha os piores detentos, como “anjos” assim que ela chamava os apenados. Em 1949 fundou o Patronato Lima Drummond. Maria Tavares faleceu com 102 anos em 21 de setembro de 2014.

O que fazia com os apenados: quando eles chegavam no Patronato ela com um técnico ou sozinha, pegava os documentos de cada preso. Se eles não tinham os documentos, ela providenciava para fazerem. Depois cada preso era encaminhado a um emprego, de acordo com suas capacitações. Se não tinha nenhuma ela proporcionava cursos para certificação. Assim todos tinham que trabalhar.  
A Dona Maria era como uma mãe para os detentos, inclusive envolvia os parentes deles, para apoia-los na ressocialização e manter o contato familiar.
Até agora a Susepe não tem ainda implantado, o Princípio Individualização da Pena, mas se dependesse da Maria, desde da década de 42 ele já seria aplicado. A Lei de Execução Penal foi promulgada no Brasil em 1981, mas a Maria desde 1942 já executava em conformidade com essa lei sendo precursora nessa ação.
Segundo ela: “Não há pessoas irrecuperáveis, mas os métodos inadequados”.
Embora seja lei, conhecida de todos o sistema carcerário até agora não executa e nem levou adiante o trabalho por ela realizado.

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Mais uma festa de Natal na Fundação Patronato Limba Drummond

Hoje à tarde aconteceu a festa de Natal na sede da Fundação Patronato Lima Drummond, momento em que internos, familiares, servidores e membros da direção da entidade confraternizaram com grande alegria.
Havia até um Papai Noel no local, que distribuiu presentes para as crianças presentes.
A idealizadora do Patronato, Maria Ribeiro da Silva Tavares, estava presente e posou para uma fotografia  com seus anginhos, termo que ficou marcado em sua longa trajetória de serviços prestados à sociedade.

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Maria Tavares comemora 101 anos de vida no dia da posse da nova direção do Patronato


Sirlei Hahn assumiu no lugar de Magda Pires, que vai dirigir o IPF
Em solenidade acontecida no final desta tarde, na sede da Fundação Patronato Lima Drummond, tomou posse a nova diretora Sirlei Hahn, servidora com formação em Serviço Social e em Direito. Sirlei era a substituta legal da titular Magda Pires, que desde a semana passada assumiu interinamente como diretora-geral do Instituto Psiquiátrico Forense (IPF).
Compareceram no evendo o juiz da Vara de Execuções Criminais, Sidinei Brzuska, o superintendente Gelson Treiesleben, o assessor do Gabinete, Daniel Oliveira da Costa, o delegado penitenciário da 10ª Delegacia Penitenciária, Alberi de Moura Pereira, a vice-presidente da Fundação, Maria Lúcia Médici, no ato representando o presidente Nicio Brasil Lacorte, e Maria Ribeiro Tavares da Silva, personalidade que desde 1947 vem desempenhando um trabalho voltado à recuperação de apenados através do tratamento penal. Também prestigiaram a posse conselheiros, diretores e servidores da Instituição.
Aproveitando o ensejo, foi realizada uma singela homenagem comemorativa aos 101 anos de Maria Tavares, que serão completados amanhã, terça-feira, dia 27 de novembro.
A posse:

Vice-presidente Médici dá as boas vindas aos convidados
Delegado Alberi dá posse à nova diretora

Superintendente Gelson prestigiando a Instituição
Diretora Sirlei Hahn em seu pronunciamento
Dr. Brzuska se emocionou ao falar sobre Maria Tavares
O aniversário de Dona Maria Tavares:

Diretora e Dona Maria foram homenageadas com faixas no Casarão
Superintendente conversou com Dona Maria
Maria Tavares sopra velinhas pela 101ª vez
A aniversariante e seus anjos e ...
... com diretora e servidoras dos setores técnico e administrativo

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

A Fundação Patronato Lima Drummond

Instituição atende 76 apenados dos regimes aberto e semiaberto e se tornou referência na ressocialização e reintegração social de presos 
A vida da assistente social gaúcha Maria Ribeiro da Silva Tavares, de 100 anos, se confunde com a existência do seu grande ideal: a Fundação Patronato Lima Drummond. Localizada no bairro Teresópolis, em Porto Alegre, a instituição, criada por ela, completou 65 anos de atividades ininterruptas. 
Mesmo passando por dificuldades financeiras, o patronato garante atendimento a 76 apenados dos regimes aberto e semiaberto e se tornou referência na ressocialização e reintegração social de presos. 
Motivo: não existem grades e grandes muros e as pessoas que estão lá têm interesse em permanecer no local e se qualificar para enfrentar o mundo pós-prisão. A atuação da Defensoria Pública do Estado não é menos importante. A instituição presta atendimento jurídico a todos os apenados do patronato. 
O trabalho realizado por dona Maria Tavares foi e é uma referência na ressocialização de presos. Sua forma humana de tratamento e o foco voltado à qualificação profissional do apenado, se constituem em uma fórmula correta de reinserção social, afirma a defensora pública-geral do Estado, Jussara Acosta. Para o defensor público Antônio David Ebert, responsável pelo atendimento dos apenados no Lima Drummond, o preso precisa ter uma perspectiva de inserção social quando cumprida sua pena. 
O patronato é um estabelecimento excepcional e mantém em sua trajetória seus objetivos que são preparar os presos para o trabalho e apoiar a família dos apenados, ressalta. Ebert lembra que as maiores demandas dos assistidos pela Defensoria Pública se referem a benefícios como livramento condicional e progressão de regime na execução da sanção imposta. 
Histórico
A criação do Patronato ocorreu em sessão solene na Faculdade de Direito do Rio Grande do Sul (atual Universidade Federal do Rio Grande do Sul), em 8 de outubro de 1947. Foi escolhido o nome do criminalista João da Costa Lima Drummond. O patronato é uma sociedade civil autônoma, vinculada à Superintendência dos Serviços Penitenciários do Estado (Susepe) que, por contrato, cede suas instalações em troca de recursos materiais e humanos. 
A instituição recebe detentos dos regimes aberto e semiaberto exercendo sobre os mesmos os encargos de acompanhamento de execução penal, vigilância, além de serviços especializados que constituem a sua finalidade como, por exemplo, a orientação técnica, laboral e profissional necessária à consistente reinserção social do punibilizado pelo Poder Judiciário. 
De acordo com o Estatuto do patronato ninguém, hoje, medianamente instruído, ignora que, além de suas finalidades de segurança social e de intimidação, tem a pena um objetivo regenerador.... Lima Drummond ensinava que é de importância fundamental para o bom êxito do patronato o tratamento dispensado ao condenado durante o cumprimento da pena, mas observava que além da vida carcerária deve estender-se a ação do patronato, sendo mister que, ao deixar a penitenciária, o ex-carcerado encontre trabalho imediato.
Finalidades do patronato 
I - a fiscalização e o controle das funções de individualização, classificação e execução das sanções penais impostas pelo Poder Judiciário e desenvolvidos sob responsabilidade da Instituição; 
II - a prestação de assistência material, à saúde, jurídica, educacional, social e religiosa às pessoas definidas no artigo seguinte, e aos seus familiares; 
III - a orientação técnica, laboral e profissional necessária à consistente reinserção social do homem punido pela Justiça Criminal; 
IV- a perene integração com os núcleos comunitários circunvizinhos, mediante a promoção de eventos culturais, sociais e artísticos liderados pela Fundação. 
V- o planejamento e a realização de atividades de escolarização, profissionalização e socialização. 
O cisne 
A imagem do cisne, além de simbolizar o Serviço Social, foi escolhida como logomarca do Patronato Lima Drummond, por apresentar singularidades análogas às diretrizes da entidade. De fragilidade aparente, impecável, desliza nas águas da vida, sua elegância sempre alva. Lama e espinho não lhe deixaram qualquer mácula. É superior aos percalços do caminho e na sua quietude majestosa inspira uma apoteose de paz, conforme consta no website da instituição.